sexta-feira, 12 de outubro de 2012


Capítulo 4______________Parte 1

2
Ele se levantou e nós fomos andando - sem destino. Ele foi tirando fotos espontaneamente de tudo e de mim, sim, até de mim. Eu ria e ele ria, eu fazia beicinho e ele também. Eu o mandava se foder e, ele me puxava e tirava mais uma foto. Garanto que tinha umas 40 fotos minhas na maquina fotográfica dele e todas foram tiradas a força ou eu não tinha percebido. A gente tinha comprado um sorvete, o meu sorvete caiu e ele riu, mas logo tirou uma foto minha com um beiço tão grande e triste. Joseph me deu o sorvete dele e sorriu com um brilho no olhar muito desconhecido, mas lindo ao mesmo tempo. Nós acendemos um cigarro e sentamos num banco em frente à torre mais linda, Torre Eiffel. Damos tragadas leves e ficamos a admirar aquela paisagem magnífica.
- Que coisa mais linda, porém é a única coisa que presta nessa cidade. – eu disse enquanto soltava a fumaça pela boca
- É linda mesmo, mas por quê? Não gosta de morar aqui?
- Não, e nunca vou gostar por motivos pessoais. Eu recém cheguei e já quero ir, mas como eu não posso e não tenho pra onde ir me obrigo a ficar.
- Sério? Onde você morava? Eu moro aqui desde que me conheço por gente e amo essa cidade, apesar de a minha vida não ser muito boa em questões pessoais também.
- Que merda, mas fazer o que. Que horas são?
- Dez horas
- Caralho! Era pra mim estar no colégio, mas foda-se agora.

[...]

Logo em seguida ele me mostrou e ensinou umas coisas interessantes sobre fotografia, coisa que eu nem sabia que existia e etc. A gente foi em direção a Torre Eiffel e subimos aqueles lances de escadas até chegar ao alto, nós preferimos a escada invés do elevador. Eu queria aventura, ele também. Quando chegamos lá, cansativos, eu consegui observar Paris inteira e me admirei, nós nos encostamos ao corrimão ou sacada, não sei a palavra certa pra isso e ficamos a observar. Eu sentia o vento bater na minha nuca e no cabelo bagunçado de Joseph, ele lançava sorrisos e eu ficava tímida. Ele era diferente, mas não. Não é meu tipo, é pode ser considerado peguete da noite ou um rolo por uma semana e é apenas isso.
- Eu vou tirar uma foto nossa ok?
- Não
- Vamos, por favor!
- Ta, só uma.
Nós nos posicionamos e pronto, tiramos.

  Eu não gostei, mas fazer o que? Ele gostou. Passou algumas horas, ficamos conversando, trocamos telefones e quando ele me disse onde estudava e de QUEM era irmão... Fiquei boquiaberta.
- Oque? Você é irmão do Nicholas? É sério? É piada, só pode. É que tipo... Bom, sei lá. É estranho. – Eu sei pode ser estranho esse meu ataque, mas ninguém sabe o que aconteceu na noite que eu saí com a Miley.
- Por quê? Vocês se conhecem? Eu não sabia. Eu sou mais velho que ele, um ano, mas mais velho mesmo assim.
- É que eu o conheço, bom eu sou colega dele e tal. – eu tentei parecer o máximo de calma possível.  
- Sério? Quer dizer que tipo nós estudamos no mesmo colégio? Que legal! – exclamou ele
- É, pode ser legal até. – eu ri e ele soltou um suspiro

Nós descemos e fomos indo em direção a minha casa, fumamos mais um cigarro, ele tirou mais fotos, ri mais vezes, conversamos pra caralho e eu o adorei. Ele se tornou um amigo, ou melhor, um parceiro. [...] Chegamos em frente a minha casa e vi Robert e uma loira alta, mas de aparência mais nova se despedindo. Ela entrou em um carro sofisticado, lançou um beijo para ele e saiu na maior velocidade – nem percebeu que eu estava ali.
         - Bom dia filha
         - Olá Robert – desviei e puxei Joseph, ele me olhou com atenção e esperou eu falar alguma coisa, mas Robert se aproximou.
         - Eu vou trabalhar Demetria... OPA! Não é pra você estar no colégio? E quem é esse? Seu namorado? – veio uma série de perguntas que eu não estava a fim de responder
         - Porra, vai trabalhar! Ele não é meu namorado, eu não tô no colégio por que eu não quero satisfeito? – ironizei, e levei Joseph pra dentro da casa.
         - Quanto amor com seu pai
         - Pai o caralho, progenitor! Velho chato – irritei-me, me joguei no sofá e Joseph sentou-se calmamente ao meu lado.
         - Ok, não vamos falar nele... Percebi que você não quer falar sobre isso.  
[...]
Eu acordei com dor de cabeça, são 6:00 da manhã o dia está claro até demais. Levantei com muita força, fiz a rotina diária. Quando eu estava indo descer, percebi uma coisa estranha, um sutiã no chão, porém não é meu. Abri um pouco a porta do quarto de Robert e vi ele dormindo abraçado na loira que estava aqui no dia anterior. Ridículo. Nojento. Só trás puta pra dentro de casa. Ignorei-os, me vesti e fui indo pro colégio. Eu estava mexendo na minha bolsa procurando meus cigarros, não os encontrei e consegui esbarra numa pessoa sem querer. Um homem na verdade, mas não qualquer um, um lindo!
      - Me desculpe! Eu não tinha lhe visto. Sou Jeremy, prazer. – ele sorriu e deixou suas covinhas aparecer, ele era muito lindo e gostoso. Tudo de bom! Eu fiquei sem palavras por alguns segundos não consegui deixar escapar nem um “oi”, “não foi nada” ou algo do tipo.
       - Foi.ooi.i nada! – só gaguejei nas palavras e fiquei vidrada em seus olhos azuis cristalinos – Prazer sou Demetria.
         - Lindo nome! Está indo aonde?
         - Pro colégio, e você?
         - Novinha ainda – ele riu – eu estava indo tomar uma café e comer uns biscoitos, uma café matinal simples.
          - Bom, se você quiser eu posso lhe fazer companhia. – sorri, corei.
       - Claro, eu iria adorar. – nós fomos ao lugar mais próximo dali e nos sentamos, ele pediu um café forte e uns biscoitos de baunilha e chocolate. - Eu já lhe disse que seu sorriso é lindo?
Corei.
         - Não fale para agradar, por favor!
         - E não estou, estou lhe dizendo isso por que é verdade. Tens um dos sorrisos mais lindos que já vi.
       - Muito obrigada então! – exclamei e logo em seguida chegaste seu café da manhã, ele era sofisticado e muito rico pelo jeito, mas eu não me importo com isso. Ele é lindo e é adorável.
[...]
Ele terminou de fazer sua refeição, pagou e nos levantamos. Ficamos conversando um certo tempo, eu ia pro colégio logo em seguida então ele veio pra perto pra se despedir.

         - Muito obrigado Demetria pela companhia, eu adorei. Espero lhe ver mais vezes, você é maravilhosa.
         - Nossa, obrigada você com toda essa gentileza.
         - Eu poderia lhe fazer um convite?
         - Claro!
        - Você não gostaria de jantar hoje comigo? Estou sem compromisso e estou louco pra ir ao restaurante novo que estreou ontem aqui em Paris.
         - Bom, eu adoraria.

Trocamos telefones.
        - Ótimo, lhe pego as 20:00 pode ser?
         - Perfeito, até mais Jeremy,
   - Até mais Demetria – ele veio em direção ao meu rosto e beijou suavemente minha bochecha, corei novamente, caralho.

E nós desviamos nossos caminhos.




Quero Comentários, se não... não vem a parte 2.

2 comentários:

Anna Luisa disse...

ahhhhhhhhhh clinda a Deme c o Joe *-*

Higgor Moulin disse...

Continua... PFVR!

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